Alice Pacheco Fernandes, fruto do casamento da minha filha mais velha, Raissa, com o meu genro Fagner, comemorou nesse 11 de outubro os dezoito anos iniciais de sua vida, que, com a graça de Deus, desejo que seja longa e próspera. Nasceu à noite, naquele já quase distante ano de 2008 na cidade de Porto Velho, capital do Estado de Rondônia, onde todos nós morávamos na época. Logo ali, conforme diriam os mineiros.
Naturalmente, desde a sua chegada triunfal tomou conta do pedaço no ambiente familiar e se tornou a princesa querida de diversas gerações, dos mais novos aos mais velhos, de tios, avós e bisavós. Diz a lenda que por causa dela meu coração endurecido ficou mais amoroso e passei a ver o mundo com olhos coloridos e brilhantes. Já maiorzinha, iniciando a falar e andar, conseguia a proeza de me acordar cedinho para ir brincar com ela na pracinha perto de casa. E eu levantava com total bom humor (hoje em dia, ou eu acordo cedo ou acordo de bom humor. Os dois juntos nem sempre é possível).
Agora, adulta, como toda boa libriana, mostra a sua capacidade de liderança e determinação nos objetivos, apesar de ainda acreditar que o mundo gira ao redor dela. Mas, não é de se estranhar, por ser uma característica própria da idade. A juventude é uma fase da vida de muita energia e vontade de fazer, mas o tempo leva ao amadurecimento e à compreensão de que nem tudo é do jeito que a gente quer. Me surpreende, porém, o que não é comum atualmente nas pessoas da mesma faixa etária, como ela é antenada com os acontecimentos nacionais e internacionais, e a sua busca por entender também o passado histórico (andou lendo, por exemplo, a magistral obra As eras, de Eric Hobsbawm).
Aluna dedicada e de boas notas, está em preparação para o Enem, e tudo indica que conseguirá ser vitoriosa no seu propósito de se tornar uma futura engenheira mecânica. Ela se lança no mundo como uma flecha de luz solta no universo em que o limite é o espaço infinito e além. Para mim, entretanto, será sempre a minha neta primogênita de lindos cachinhos de ouro.
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