sexta-feira, 26 de junho de 2026

Centenário

 

Se ainda estivesse nesse plano material, minha mãe, Clotilde Cercília Bomfim Pacheco, mas que gostava de ser chamada de Tilda e, mais ainda, de Tildinha, falecida aos 25 de março de 2023, estaria comemorando hoje 100 anos de vida, uma vez que seu nascimento foi em 26 de junho de 1926, em Santa Teresa/ES.

 

Com certeza haveria uma festa, pois não são muitos aqueles que alcançam um século de existência – ela chegou até 96 anos e nove meses de idade, o que também é uma vitória. Salvo engano, foi a mais longeva da família dela, incluindo a genitora, irmãos e irmãs.

 

É difícil escrever em momentos assim. É certo que ela acompanhou muita coisa, todas as transformações ocorridas no mundo desde os primórdios do século 20. Cem anos (ou quase) não representam apenas um número, mas sim um legado repleto de superações, recomeços e aprendizados.

 

Construiu uma família, e a ela se dedicou com toda a força do seu coração. Católica, zelou por sua fé e os valores inerentes às religiões. Não era exatamente uma pessoa de temperamento expansivo, mas nunca negou uma demonstração de carinho e afeto àqueles a que amava, especialmente aos netos e bisnetos. Praticou a caridade, e do seu jeito simples viveu o tanto que Deus quis sem dar trabalho a ninguém.

 

Santo Agostinho, famoso filósofo e teólogo cristão, no livro Confissões, disse: “Aquele que criou você sabe o que fazer com você. O Criador do céu e da terra pode fazer novos céus e uma nova terra. E o que você foi, não morrerá, mas será transformado. A sua vida será sempre renovada, sempre nova, sem nunca envelhecer”.

 

Gratidão eterna!

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Melhorando?

 

3 a 0 na Escócia.

 

Mais uma vez Vinícius Júnior resolveu a partida, com um gol também do Matheus Cunha, aliás os dois únicos jogadores brasileiros que balançaram as redes até agora nessa Copa do Mundo. Os comentaristas se deleitaram em elogios, tipo “todo mundo jogou bem”, “partida consistente”, “que bom que o Neymar voltou”.

 

Eu, que sou apenas um mero torcedor, prefiro manter os pés no chão. A fase eliminatória começa segunda-feira, e com qualquer resultado adverso o sonho do hexa ficará adiado para 2030. Adversário ainda indefinido, mas talvez seja o Japão (mais provável), existindo ainda a possibilidade de Holanda ou Suécia. Tudo pedreira.

 

Tenho minha dúvidas se mais à frente os nacionais poderão vencer a França, Argentina, Inglaterra e até mesmo a Noruega, um rival que pode já ser enfrentado nas oitavas. Mas não é de hoje que o futebol é uma caixinha de surpresas, conforme frase atribuída ao radialista esportivo Benjamin Wright. Sendo assim, nada impede que o “imponderável futebol clube” (jargão clássico do jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues) se manifeste mais uma vez.

 

Continuo acreditando, mas sem muita empolgação. Meus cabelos brancos não me permitem apostar todas as fichas em Carlo Ancelotti e seus comandados. Mas se for para queimar a minha língua, dou o braço a torcer tranquilamente. Eita, futebol.....ainda mexe comigo e com milhões.

sábado, 20 de junho de 2026

Sei não...

 

3 a 0 no Haiti.

 

Em tempos outros, diriam os mais antigos (eu, por exemplo), seria de seis para mais. Mas, o que temos é isso aí, uma seleção sem padrão de jogo, com jogadores embolados dentro de campo (parece que não sabem o que fazer com a bola), dependendo do lampejo solitário de um Vini Jr da vida. Muito pouco. A gente torce, mas acreditar...

 

França e Argentina estão dizendo ao que vieram, e os Estados Unidos também não estão brincando em serviço, a exemplo da Alemanha. Parece pouco provável que o Brasil tenha alguma chance quando começarem os jogos eliminatórios. Endrick é uma solução? Pelo menos o cara está com fome de bola. Porém, já diz o ditado: uma andorinha só não faz verão.

 

Escócia? Uma incógnita. Quarta-feira saberemos.