quarta-feira, 8 de julho de 2026

Palpites

 

Eis que chegamos ao terço final da Copa do Mundo de Futebol 2026. Mais três jogos e saberemos qual é a seleção campeã. As oito melhores colocadas até agora são: Noruega, Argentina, França, Suíça, Marrocos, Inglaterra, Bélgica e Espanha. Predomínio total da Europa, com seis equipes classificadas, mais uma da América do Sul e outra da África.

 

Tem um supercomputador fazendo previsões, já tendo acertado 14 dos 16 classificados às oitavas de final e 5 dos 8 que passaram às quartas (errou a previsão em relação ao Brasil, pois informou que ganharíamos da Noruega). Agora, a máquina afirma que a França será campeã numa eventual decisão contra a Argentina. Terceiro lugar para a Espanha.

 

Bom, eu não tenho tantos algoritmos ou terabytes disponíveis na minha memória, mas como estou com tempo disponível (conforme diz um amigo: “Para aposentado, todo dia é domingo”) me arrisco também a adentrar no campo da vidência e dar uns pitacos nesta quarta-feira em que a competição faz uma pausa.

 

Para mim, a sorte da Argentina já acabou. Depois de quase ser desclassificada duas vezes – uma contra Cabo Verde e outra contra o Egito – não é possível que os hermanos consigam chegar muito mais à frente. No máximo um quarto lugar. A França passa por Marrocos, mas vai ser surpreendida pela Noruega, que deve despachar a Inglaterra. Terceiro lugar para a turma de Kylian Mbappé.

 

Do outro lado do chaveamento, a Bélgica está com tudo e não está prosa. Fará a finalíssima contra a Noruega e conquistará o primeiro campeonato mundial de sua história. E aí, voltaremos as nossas atenções para o Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores. Se quiserem, ainda tem Premier League, Liga dos Campeões da UEFA, La Liga, Ligue 1, Campeonato Italiano, Série B, Série C, Série D.......

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Não deu.....

 

Brasil 1 x 2 Noruega.

 

Bem, Amigos (como diria Galvão Bueno), quem teve a paciência de ler as crônicas anteriores em que comentei os jogos da seleção brasileira nessa Copa do Mundo percebeu claramente que manifestei um otimismo comedido, querendo estar errado, mas desconfiado que poderia estar certo. E estava.

 

A partida desse domingo superou todas as expectativas. Negativamente. A apatia demonstrada em campo por Vini Jr. e companhia, contrastou com a frieza nórdica, ao ponto de o nada simpático, mas eficientíssimo Haaland nem comemorar efusivamente os dois gols que marcou. Parecia que ele sabia que aquele momento era inevitável. Estatísticas mostram que a seleção norueguesa teve 66% de posse de bola, contra apenas 34% do Brasil, a menor porcentagem desde a Copa do Mundo de 1966. Além disso, a equipe europeia trocou o dobro de passes em relação aos brasileiros: 680 a 329. Só muita sorte para ganhar. E continua a série invicta do único país ainda não derrotado pelo Brasil: 5 partidas, três vitória da Noruega e dois empates.

 

Melancólico final de carreira para Neymar Jr., e não quero nem falar que depois que ele pisou o gramado a seleção piorou ainda mais. Carlo Ancelotti continua até 2030. Quem sabe se em quatro anos (passando pelas eliminatórias, obviamente), o afamado técnico italiano consiga preparar um time vencedor, com Endrick, Rodrigo e Estevão pedindo passagem aos medalhões que decepcionaram mais uma vez. Vida que segue.

 

Agora, estou torcendo para algum campeão inédito. Sei que França e Argentina não estão dispostas a abrir mão da grande final do dia 19 de julho, mas pode ser que Marrocos, Colômbia, Portugal, Noruega e até mesmo os Estados Unidos resolvam penetrar nessa festa. Um sopro de renovação benéfico.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Sufoco

 

2 a 1 no Japão.

 

Parecia que a vaca iria para o brejo, mas os deuses do futebol não quiseram que Vini Jr. e companhia voltassem para casa mais cedo. Jogo ruim no primeiro tempo e mais raça e coração no segundo do que técnica ou um conjunto refinado de uma equipe que já se conhece. Entretanto, feio seria perder logo na primeira partida da fase eliminatória.

 

Domingo que vem tem mais. Talvez a Noruega ou talvez a Costa do Marfim (escrevo esse texto antes do confronto, previsto para ser realizado amanhã, 30 de junho). De agora em diante não tem mais moleza, mas a seleção nacional (“a Pátria de chuteiras”, diria Nélson Rodrigues) vai ter que jogar muita bola para alcançar as etapas seguintes da competição.

 

Continuo achando que o título é pouco provável. Um terceiro lugar me parece que cabe. Porém, estou doidinho para queimar a língua. Comecei a Copa frio. Agora, estou torcendo quase igual ao meu vizinho e sua estridente vuvuzela. Haja coração!