Pois é, o que era para ser um emocionante jogo de futebol, foi uma partida morna, sem muitas emoções, em que a Espanha aplicou magistralmente o seu famoso estilo tiki-taka e, mais uma vez, “cozinhou o galo” (a exemplo do que já havia feito contra os franceses) até marcar o gol da vitória e esperar o tempo da prorrogação passar. Com um jogador a menos e sem que Leonel Messi tivesse oportunidade de demonstrar o seu grande talento, a Argentina patinou e La Roja, derrubando todas as previsões, conquistou a Copa do Mundo pela segunda vez.
França e Inglaterra, na disputa do terceiro lugar, fizeram um jogo em que o placar (6 a 4 em favor dos ingleses) parecia mais futsal do que soccer, no dizer do povo norte-americano. Apesar da derrota, Kyllian Mbappé terminou a competição como maior artilheiro (10), fazendo história também ao se tornar o primeiro atleta com mais gols em duas edições e assumindo a artilharia histórica geral, somando 22 gols, enquanto La Pulga totalizou 21 vezes em que mandou a bola às redes. E contando, porque o francês deve ter mais um ou duas copas pela frente.
E agora? Nada mais resta do que esperar 2030, numa Copa do Mundo que antes de começar já parece bem esquisita: terá jogos na Espanha, Marrocos e Portugal, além de partidas iniciais na Argentina, Paraguai e Uruguai em comemoração ao centenário da primeira disputa, ocorrida em 1930, em Montevidéu. Lembrando que esses seis países já estão automaticamente classificados, abrindo espaço para a proposta da FIFA de aumentar o número de competidores de 48 para 64. É o futebol e marketing indissoluvelmente unidos.
E o Brasil, Ancelotti e companhia? Sem comentários.