quarta-feira, 24 de junho de 2026

Melhorando?

 

3 a 0 na Escócia.

 

Mais uma vez Vinícius Júnior resolveu a partida, com um gol também do Matheus Cunha, aliás os dois únicos jogadores brasileiros que balançaram as redes até agora nessa Copa do Mundo. Os comentaristas se deleitaram em elogios, tipo “todo mundo jogou bem”, “partida consistente”, “que bom que o Neymar voltou”.

 

Eu, que sou apenas um mero torcedor, prefiro manter os pés no chão. A fase eliminatória começa segunda-feira, e com qualquer resultado adverso o sonho do hexa ficará adiado para 2030. Adversário ainda indefinido, mas talvez seja o Japão (mais provável), existindo ainda a possibilidade de Holanda ou Suécia. Tudo pedreira.

 

Tenho minha dúvidas se mais à frente os nacionais poderão vencer a França, Argentina, Inglaterra e até mesmo a Noruega, um rival que pode já ser enfrentado nas oitavas. Mas não é de hoje que o futebol é uma caixinha de surpresas, conforme frase atribuída ao radialista esportivo Benjamin Wright. Sendo assim, nada impede que o “imponderável futebol clube” (jargão clássico do jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues) se manifeste mais uma vez.

 

Continuo acreditando, mas sem muita empolgação. Meus cabelos brancos não me permitem apostar todas as fichas em Carlo Ancelotti e seus comandados. Mas se for para queimar a minha língua, dou o braço a torcer tranquilamente. Eita, futebol.....ainda mexe comigo e com milhões.

sábado, 20 de junho de 2026

Sei não...

 

3 a 0 no Haiti.

 

Em tempos outros, diriam os mais antigos (eu, por exemplo), seria de seis para mais. Mas, o que temos é isso aí, uma seleção sem padrão de jogo, com jogadores embolados dentro de campo (parece que não sabem o que fazer com a bola), dependendo do lampejo solitário de um Vini Jr da vida. Muito pouco. A gente torce, mas acreditar...

 

França e Argentina estão dizendo ao que vieram, e os Estados Unidos também não estão brincando em serviço, a exemplo da Alemanha. Parece pouco provável que o Brasil tenha alguma chance quando começarem os jogos eliminatórios. Endrick é uma solução? Pelo menos o cara está com fome de bola. Porém, já diz o ditado: uma andorinha só não faz verão.

 

Escócia? Uma incógnita. Quarta-feira saberemos.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

E vamos nós

 

Mais uma vez começa outra Copa do Mundo de Futebol, agora com algumas inovações na quantidade de participantes, regras novas e muita polêmica por conta das restrições impostas pelos Estados Unidos, um dos três países que sediam a competição, à entrada de atletas e até de árbitros. Nada a se estranhar, considerando o modus operandi do Governo Trump. O importante, porém, é a bola em jogo.

 

Não acompanhei diretamente as conquistas brasileiras de 58 e 62, pois tinha, respectivamente, um e cinco anos de idade. Em 66 me lembro de alguma coisinha, mas a de 1970 ficou registrada na minha memória, não só por ter sido a primeira transmitida na televisão ao vivo e em cores, mas também pela vitória histórica do dito escrete canarinho. Obviamente, com 13 anos de idade, estava distante das questões políticas que envolviam o país na época (vide Brasil 70: A Saga do Tri, na Nexflix).

 

Continuei fã de futebol, para não dizer fanático, nas competições seguintes, até a grande decepção na Espanha, em 82, com a desclassificação inesperada da equipe montada por Telê Santana, que, por sua qualidade técnica, chegou perto do time do Zagallo/João Saldanha. Deixei um tempo de acompanhar tão de perto e em 1994, a Copa do tetra, nem vibrei muito. Estava em outra.

 

Em 1998 e 2002 (penta) cheguei junto novamente, mas em 2006 e em 2010 nem lembro do nome de algum jogador. Em 2014 a Copa foi em solo nacional. Morava em Porto Velho, na ocasião, e fui assistir, em Manaus, na Arena da Amazônia, Itália x Inglaterra, vencida pelos italianos por 2 a 1. Mas aí veio aquela fatídica semifinal contra a Alemanha e....bom, deixemos para lá.

 

Passei incólume por 2018 e 2022. Em 2026 estou sem muitas expectativas. É certo, porém, que quando o hino tocar e o coração acelerar, o torcedor escondido dentro de mim vai querer se manifestar, mesmo que, conforme disse Romário (aquele que tem o maior orgulho de ser humilde), não tenha “nenhum jogador que eu possa dizer: esse é f.....”.

 

Mas as cores verde e amarela têm o seu valor. Estamos na torcida. Aguardemos, pois, o que acontecerá.