quinta-feira, 23 de julho de 2026

Quase 70

 

Conforme consta nos registros oficiais, com base nas informações fornecidas por meus pais, nasci em 23 de julho de 1957, às 15hs. Portanto, estou comemorando meus primeiros 69 anos de vida, e contando.

 

“Viver é bom, mas saber viver é melhor ainda”, dizia um amigo meu. E outro, também já falecido, afirmava: “Vivendo e achando bom”. Com certeza, envelhecer, a exemplo da própria existência, é um ato da bondade de Deus, até porque a outra hipótese, ou seja, morrer jovem, me parece que não seja das melhores.

 

Já ouvi um tanto de gente falar que não se arrepende de nada do que fez. Esses acredito que sejam pessoas de muita fibra e determinação, porque eu me arrependo de um bocado de coisas que poderia ter evitado para chegar à velhice numa condição melhor. Mas não desisto, pois enquanto há vida, existe esperança.

 

Sou imensamente grato às forças universais do bem que me permitem ter uma família maravilhosa – esposa, três filhas e quatro netos, além de dois genros que complementam toda essas alegria, sem olvidar de meus três irmãos e uma madrinha que nunca esquece desse afilhado relapso. Hoje, ao longo do dia, venho recebendo também manifestações sinceras de amigos queridos, que enchem de emoção meu coração. Nem sei como retribuir.

 

O tempo que me resta é uma incógnita. Mas quero prolongar os meus anos, quero viver mais, em paz comigo e com todos, perante Deus. Por isso que Gonzaguinha cantava: “”Eu só sei que confio na moça/E na moça eu ponho a força da fé/Somos nós que fazemos a vida/Como der, ou puder, ou quiser/Sempre desejada/Por mais que esteja errada/Ninguém quer a morte/Só saúde e sorte/E a pergunta roda/E a cabeça agita/Eu fico com a pureza/Da resposta das crianças/É a vida, é bonita/E é bonita” (O que é o que é?).

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