segunda-feira, 6 de julho de 2026

Não deu.....

 

Brasil 1 x 2 Noruega.

 

Bem, Amigos (como diria Galvão Bueno), quem teve a paciência de ler as crônicas anteriores em que comentei os jogos da seleção brasileira nessa Copa do Mundo percebeu claramente que manifestei um otimismo comedido, querendo estar errado, mas desconfiado que poderia estar certo. E estava.

 

A partida desse domingo superou todas as expectativas. Negativamente. A apatia demonstrada em campo por Vini Jr. e companhia, contrastou com a frieza nórdica, ao ponto de o nada simpático, mas eficientíssimo Haaland nem comemorar efusivamente os dois gols que marcou. Parecia que ele sabia que aquele momento era inevitável. Estatísticas mostram que a seleção norueguesa teve 66% de posse de bola, contra apenas 34% do Brasil, a menor porcentagem desde a Copa do Mundo de 1966. Além disso, a equipe europeia trocou o dobro de passes em relação aos brasileiros: 680 a 329. Só muita sorte para ganhar. E continua a série invicta do único país ainda não derrotado pelo Brasil: 5 partidas, três vitória da Noruega e dois empates.

 

Melancólico final de carreira para Neymar Jr., e não quero nem falar que depois que ele pisou o gramado a seleção piorou ainda mais. Carlo Ancelotti continua até 2030. Quem sabe se em quatro anos (passando pelas eliminatórias, obviamente), o afamado técnico italiano consiga preparar um time vencedor, com Endrick, Rodrigo e Estevão pedindo passagem aos medalhões que decepcionaram mais uma vez. Vida que segue.

 

Agora, estou torcendo para algum campeão inédito. Sei que França e Argentina não estão dispostas a abrir mão da grande final do dia 19 de julho, mas pode ser que Marrocos, Colômbia, Portugal, Noruega e até mesmo os Estados Unidos resolvam penetrar nessa festa. Um sopro de renovação benéfico.

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