Nesse 19 de agosto, comemora-se uma efeméride instituída pela Lei nº 12.130/2009, que é o Dia Nacional do Historiador. A data foi escolhida numa homenagem ao nascimento, na cidade do Recife, em 1849, do escritor, diplomata e líder abolicionista Joaquim Nabuco. A profissão foi regulamentada pela Lei 14.038/2020.
Sou fascinado por esse assunto, e gostaria de ter mais coragem e disposição para voltar aos bancos escolares e fazer o curso de História, coisa que meu saudoso pai, Renato José Costa Pacheco, fez, já com a vida profissional na Magistratura consolidada – diga-se de passagem que ele era também poeta, romancista, contista, folclorista, jurista, sociólogo e professor universitário. Uma mente brilhante, sem dúvida.
Enfim, voltando à vaca fria. Esses profissionais são fundamentais para que a gente possa valorizar a nossa identidade coletiva, mantendo viva a memória de acontecimentos passados para que possamos entender a sociedade atual, permitindo a construção de um futuro melhor. Conforme diziam os antigos: “Errar é humano, persistir no erro é burrice”.
No campo acadêmico das matérias humanas, a História “é a ciência dos homens no tempo”, definiu o historiador francês Marc Bloch. Para ele, o verdadeiro objeto de estudo dessa disciplina não são os fatos mortos ou as datas isoladas do passado, mas sim a ação viva dos seres humanos em sociedade ao longo dos séculos. No mesmo sentido caminhou o alemão Jörn Rüsen, com seu estudos em teoria da história, metodologia da pesquisa histórica e didática da história.
Saber da existência de dinossauros é importante, mas talvez nem tanto quando entender por que determinado povo age de um jeito ou outro, qual a origem desse ou daquele aspecto cultural, o motivo pelo qual temos um comportamento comum assim ou assado. No nosso caso particular, até que ponto a influência ibérica nos moldou? Somos hoje aquilo o que os nossos antepassados plantaram? E o que seremos em 50 anos, entre telas, robôs e inteligência artificial?
Me preocupa ver que muitas pessoas entre 20 e 40 anos não possuem conhecimentos mínimos de História Geral ou de História do Brasil. Aonde isso vai nos levar, não sei, mas acho que seria mais fácil para nossos filhos e netos conhecerem alguma coisa do passado, para entenderem o presente e moldarem o futuro.
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