quinta-feira, 11 de junho de 2026

E vamos nós

 

Mais uma vez começa outra Copa do Mundo de Futebol, agora com algumas inovações na quantidade de participantes, regras novas e muita polêmica por conta das restrições impostas pelos Estados Unidos, um dos três países que sediam a competição, à entrada de atletas e até de árbitros. Nada a se estranhar, considerando o modus operandi do Governo Trump. O importante, porém, é a bola em jogo.

 

Não acompanhei diretamente as conquistas brasileiras de 58 e 62, pois tinha, respectivamente, um e cinco anos de idade. Em 66 me lembro de alguma coisinha, mas a de 1970 ficou registrada na minha memória, não só por ter sido a primeira transmitida na televisão ao vivo e em cores, mas também pela vitória histórica do dito escrete canarinho. Obviamente, com 13 anos de idade, estava distante das questões políticas que envolviam o país na época (vide Brasil 70: A Saga do Tri, na Nexflix).

 

Continuei fã de futebol, para não dizer fanático, nas competições seguintes, até a grande decepção na Espanha, em 82, com a desclassificação inesperada da equipe montada por Telê Santana, que, por sua qualidade técnica, chegou perto do time do Zagallo/João Saldanha. Deixei um tempo de acompanhar tão de perto e em 1994, a Copa do tetra, nem vibrei muito. Estava em outra.

 

Em 1998 e 2002 (penta) cheguei junto novamente, mas em 2006 e em 2010 nem lembro do nome de algum jogador. Em 2014 a Copa foi em solo nacional. Morava em Porto Velho, na ocasião, e fui assistir, em Manaus, na Arena da Amazônia, Itália x Inglaterra, vencida pelos italianos por 2 a 1. Mas aí veio aquela fatídica semifinal contra a Alemanha e....bom, deixemos para lá.

 

Passei incólume por 2018 e 2022. Em 2026 estou sem muitas expectativas. É certo, porém, que quando o hino tocar e o coração acelerar, o torcedor escondido dentro de mim vai querer se manifestar, mesmo que, conforme disse Romário (aquele que tem o maior orgulho de ser humilde), não tenha “nenhum jogador que eu possa dizer: esse é f.....”.

 

Mas as cores verde e amarela têm o seu valor. Estamos na torcida. Aguardemos, pois, o que acontecerá.

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