Gente, eu, quando comecei
esse blog, não tinha a mínima intenção de falar a respeito de futebol, pois este
é um assunto que envolve muitas paixões e nem sempre é possível conversar com os
torcedores de outros times dentro de uma serenidade lógica.
Desde criança que sou
torcedor do Flamengo. Já tive períodos, quando mais jovem, de chorar ao ver um
campeonato perdido; depois, passei a acompanhar sem muito interesse;
atualmente, talvez por causa dos meus quase 70 anos, comecei a me envolver mais
um pouco.
Essa tal da Copa
Intercontinental não sei se vale muita coisa ou se seria somente mais um torneio
de somenos importância na história dos clubes envolvidos. Considerar um “campeonato
mundial” é forçar a barra, a meu ver. Mas esse jogo do Mengo com o PSG foi de
lascar o cano, por isso resolvi dar uma de comentarista esportivo.
A equipe carioca, data vênia,
deu sorte. O goleiro Rossi, cantado em prosa e verso após a Libertadores,
estava mais nervoso do que pai de primeira viagem na maternidade. O time
francês, por sua vez, cozinhava a partida em banho-maria, como se não tivesse
interesse em fazer gol e a decisão de ir para as famosas penalidades máximas fosse
uma opção tática.
Aí o Filipe Luís, que muitos
acham um gênio futebolístico, inventou mais uma das suas (o cara tem essa
mania: faz as substituições das mais esquisitas, como se fosse uma mágica que
só ele entende) e tirou Jorginho e Arrascaeta, sabendo que iria precisar deles
se houvessem pênaltis, e de fato houveram. Estavam cansados, diriam. Ora, no
último jogo do ano, valendo taça, tem que ter sangue no olho para correr além
do necessário. Profissional entendo que é assim.
Nas cobranças dos pênaltis
foi aquele fiasco. Quatro defesas do goleiro russo Safonov, uma surpresa na escalação do técnico Luis Enrique, pois ele
não é o titular. No meu modo de ver, porém, Saúl, Pedro, Léo Pereira e Luiz
Araújo foram incrivelmente displicentes e praticamente empurraram a bola levemente,
facilitando extremamente o trabalho do adversário. Em português claro:
incompetência. Deviam ter as férias suspensas e obrigados a passar um mês
treinando cobranças de pênaltis, de manhã e à tarde. Pronto, desabafei.
Bom, voltando a falar de coisas
mais sérias, aproveito o ensejo para desejar Feliz Natal e Próspero Ano Novo.
Voltarei em 2026. Tudo de bom e abraços fraternos. Felicidades para todos.