Viver
é melhor do que sonhar, já cantava Belchior.
Viver
é bom, mas saber viver é melhor ainda, entoam pensadores diversos, em épocas e locais
diferentes.
Aprender
a viver, porém, é que são elas.
Ninguém
nasce sabendo, pois se assim o fosse o mundo seria o paraíso perdido relatado
nos textos bíblicos.
Uma
minoria, bem mínima mesmo, mesmo na flor da juventude, consegue alcançar esse
conhecimento essencial às relações humanas.
Outros
mais, infelizmente, demoram dezenas de anos para chegar à conclusão de que a
paz é o maior tesouro que um ser humano pode almejar.
A
maioria, porém, permanece batendo cabeça até morrer, sem se preocupar um mínimo
que seja em facilitar as coisas, para si mesmo e para os outros.
Gente
que se acha dona da verdade. Gente que adota a filosofia do primeiro eu,
segundo eu, terceiro eu. Gente que pensa que pode falar o que quiser, do jeito
que quiser, na hora que quiser, porque é “sincera e positiva”. Quanta ignorância.
Lamentável
observar alguns que vivem meio século ou mais e ainda não entendem que uma
palavra pode machucar mais do que um soco, por exemplo. Por quê, meu Deus,
somos tão inteligentes para construir e inventar e falhamos tanto em compreender
quem está do nosso lado?
Todos
os problemas mundiais estarão solucionados a partir do dia em que a humanidade
se reconhecer como uma só, independentemente de raça, cor ou credo. Para isso,
entretanto, cada um tem que fazer a sua parte, pois não existem líderes
messiânicos que vão resolver os problemas de todos.
Eu
preciso procurar o jeito certo de falar com as pessoas de minha casa, com meus
vizinhos, com os moradores da rua, da mesma maneira que eles também têm que
entrar nesta sintonia harmônica. Mesmo o silêncio ou uma expressão facial pode dizer muita coisa, para o mal e para o bem. Assim, cada um cuidando de si, chegaremos a um
denominador comum em benefício geral. A partir do micro, construindo o macro.
Citando
novamente Como nossos pais: “Minha dor é perceber que apesar de termos
feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais”.
Gerações e gerações repetindo erros e agindo inconsequentemente. Até quando!
Mas
o cantor e compositor cearense, na mesma composição, ilumina o futuro com a
esperança de que saibamos que “para abraçar seu irmão e beijar sua menina na
rua é que se fez o seu braço, o seu lábio e a sua voz”.
Vivamos,
mas sem deixar de sonhar.
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