quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Incompetência

 

Gente, eu, quando comecei esse blog, não tinha a mínima intenção de falar a respeito de futebol, pois este é um assunto que envolve muitas paixões e nem sempre é possível conversar com os torcedores de outros times dentro de uma serenidade lógica.

 

Desde criança que sou torcedor do Flamengo. Já tive períodos, quando mais jovem, de chorar ao ver um campeonato perdido; depois, passei a acompanhar sem muito interesse; atualmente, talvez por causa dos meus quase 70 anos, comecei a me envolver mais um pouco.

 

Essa tal da Copa Intercontinental não sei se vale muita coisa ou se seria somente mais um torneio de somenos importância na história dos clubes envolvidos. Considerar um “campeonato mundial” é forçar a barra, a meu ver. Mas esse jogo do Mengo com o PSG foi de lascar o cano, por isso resolvi dar uma de comentarista esportivo.

 

A equipe carioca, data vênia, deu sorte. O goleiro Rossi, cantado em prosa e verso após a Libertadores, estava mais nervoso do que pai de primeira viagem na maternidade. O time francês, por sua vez, cozinhava a partida em banho-maria, como se não tivesse interesse em fazer gol e a decisão de ir para as famosas penalidades máximas fosse uma opção tática.

 

Aí o Filipe Luís, que muitos acham um gênio futebolístico, inventou mais uma das suas (o cara tem essa mania: faz as substituições das mais esquisitas, como se fosse uma mágica que só ele entende) e tirou Jorginho e Arrascaeta, sabendo que iria precisar deles se houvessem pênaltis, e de fato houveram. Estavam cansados, diriam. Ora, no último jogo do ano, valendo taça, tem que ter sangue no olho para correr além do necessário. Profissional entendo que é assim.

 

Nas cobranças dos pênaltis foi aquele fiasco. Quatro defesas do goleiro russo Safonov, uma surpresa  na escalação do técnico Luis Enrique, pois ele não é o titular. No meu modo de ver, porém, Saúl, Pedro, Léo Pereira e Luiz Araújo foram incrivelmente displicentes e praticamente empurraram a bola levemente, facilitando extremamente o trabalho do adversário. Em português claro: incompetência. Deviam ter as férias suspensas e obrigados a passar um mês treinando cobranças de pênaltis, de manhã e à tarde. Pronto, desabafei.

 

Bom, voltando a falar de coisas mais sérias, aproveito o ensejo para desejar Feliz Natal e Próspero Ano Novo. Voltarei em 2026. Tudo de bom e abraços fraternos. Felicidades para todos.

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Dor, alegria.....vida

 

Diz um amigo meu que a alegria vem pela dor, quando se vence uma dificuldade ou se supera um infortúnio ou se alcança um perdão e aquela sensação de alívio traz um conforto e nos alegra. Mas às vezes não é tão fácil quanto possa parecer.

 

Um casal de amigos recentemente quebrou o compromisso conjugal, por motivos que não cabe aqui comentar. Cada um para um lado. Quatro filhos ainda menores de idade surpreendidos por uma decisão que ninguém imaginava, nem mesmo nós, aqueles que eram do círculo mais próximo.

 

Adolescentes e crianças sofrendo, cônjuges magoados, amigos sem entender direito o que aconteceu. Sentimentos generalizados de que o coração das pessoas é terra de ninguém. Difícil encontrar palavras de conforto, nada muito além do óbvio.

 

O jeito é continuar vivendo, na esperança de dias melhores, pois as dificuldades fazem parte das provações que enfrentamos nesse mundão de meu Deus. Acreditar que o tempo irá cicatrizar as feridas ora abertas, mesmo que a cura não seja como um passe de mágica, mas dependa de esforço pessoal, aceitação e coragem.

 

As experiências são as lições que carregamos ao longo da nossa existência, transformando dor em aprendizado e em sabedoria para que, no nosso próprio ritmo, seja alcançada a superação de qualquer mazela por maior que possa parecer num primeiro momento.

 

Afinal, cada um é responsável por suas escolhas e pelo seu plantio. E cada um que faça a sua própria colheita, seja ele de espinhos ou de flores. Perdoemos. Nos alegremos. Não há mal que sempre dure, e a vida está aí à nossa frente para que vivamos e façamos a nossa própria história, com as bênçãos divinas.

 

No dizer do escritor francês Victor Hugo: “O tempo não só cura, mas também reconcilia”. Sigamos em paz.