Entra ano, sai ano e as coisas meio que se repetem. Esperanças renovadas, tudo mundo sonha com dias melhores, mais saúde e prosperidade e sem esquecer, obviamente, da Mega da Virada. Dois mil e vinte e seis chegou chegando, trazendo em seu bojo, além do bafo quente do verão, todo aquele sentimento de que agora será diferente. E tome listinha de coisas a se fazer, e outras daquilo que não se pretende fazer mais.
No meu caso, espalhei aos quatro ventos que vou cuidar melhor da minha saúde, prometendo uma reeducação alimentar severa, que inclui três procedimentos básicos a começar da zero hora do dia 1º de janeiro, a saber: não tomar refrigerantes, não comer glúten e não comer açúcar. Só isso. Nos dias que antecederam ao réveillon esses comandos mentais pareciam fáceis e plenamente plausíveis. Confesso que estou com medo de ter exagerado na dose, mas até aqui está tudo bem. Estou cumprindo à risca o prometido. Conforme diriam os gringos: So far, so good.
Um amigo meu, porém, foi mais realista. Também preocupado com o sobrepeso e com aquelas gordurinhas viscerais e danos cardíacos dos excessos à mesa, jurou de pé junto que, em 2026, não colocará na boca nenhum pedaço de berinjela, chuchu ou jiló. Quiabo só de vez em quando. Coca-Cola zero açúcar nem pensar. Sorvetes e doces em geral apenas após as principais refeições. Fez até um mantra pedindo a Deus força e resistência para cumprir seus objetivos. Esse tem o pé no chão.
Brincadeiras à parte, tudo que a gente puder fazer, seriamente, em prol do nosso próprio beneficio é um dia, ou uma semana ou alguns meses a mais que ganhamos para ter uma vida o mais saudável possível, porque apesar dos pesares ter a oportunidade de conviver mais tempo com nossos familiares e amigos alegra a nossa existência. E vamos em frente, porque o ano está só começando. Que venham os próximos 364 dias.